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Visite a Exposição o Palhaço no SESC MERITI/RJ - com quadros e o poema homônimo do Poeta Valdemir Costa

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sábado, 23 de agosto de 2014

EXPLICANDO O POEMA - EPIDEMIAS




Caros amigos da comunidade poética da internet, quem me conhece bem,  sabe que não acredito que um poema deve ser apresentado, introduzido ou explicado. Mas aconteceu um fato que merece ser ressaltado. Ao postar o Poema de minha Lavrar “EPIDEMIAS”  um amigo defensor das causas dos negros me chamou a atenção, me deu um esporro! vindo dele, pessoa que respeito muito me fez pensar. Então  resolvi explica o poema supracitado:
 Epidemias

Sinto uma aura negra pairar sobre o mundo
Tentei expurgar todo esse cancro com a Poesia
Mas a escuridão da alma humana não cabe no poema
Como pode um ser tão altivo e imponente ter uma alma tão pequena
Deixo a poesia se encarregar dos seus restos mortais
Eu poeta macho da espécie dos poetis autrofitos popilaris
Só tento viver um dia de cada vez 
Libertando minha mente do inconsciente cativeiro
O meu corpo das vorazes garras da morte
Não posso e nem quero escolher,  enfrentarei o que vier primeiro.


Me desculpem todos os ativistas, mas minha poesia não está sujeita a nenhum movimento ou motivação, Eu sim! Na verdade o negro citado no poema faz referência  a cor, não a raça, porém sou contumaz e categórico quando digo que meu poema não toma partido de nada nem de ninguém, na verdade meu poema quer que o mundo se exploda. Meu poema não liga nem para mim. Ao contrário eu sou ativista cultural, defensor dos direitos humanos, promotor da igualdade racial, etc. A aura citada no poema é negativa sim   mas na minha mente têm essas matizes de cores, tipo: o vermelho Russo  com sua autoridade e o negro da Ucrânia com o seu poder, o azul e branco do estados unidos com sua riqueza e o preto da África com sua pobreza. Resumindo o poema fala das cores das situações e dos tons das atitudes. Mas em hipótese alguma existe depreciação no meu poema, na verdade a depreciação está nas pessoas que deixam um texto influenciar sua psique de determinar suas atitudes. O poema faz uma referência  cor ensossa do Presidente Barack Obama ao fechar os olhos, enquanto armas americanas mancham de vermelho o solo sagrado com o sangue do povo Palestino.   A face rosada o povo rico europeu, que só agora acorda para realidade do povo negro Africano, esse sim, é corretamente chamado de negro, pois etnicamente falando só existe negro na África. Depois de anos sustentando o mundo com suas inúmeras riquezas. A África cobra sua parte, começou com a AIDS, agora o EBOLA. Seus eletrônicos, seus alimentos caros e suas jóias. Todos dependes de matérias primas oriundas do continente africano. E o pagamento do resto mundo pelo conforto e ostentação que ele disponibiliza, são 800 anos de exploração e abandono. Não sei porque, mas toda vez que ouço falar do conflito na Ucrânia me lembro de uma situação recente onde um franco atirador matava pessoas em plena luz do dia numa praça da Bósnia e a televisão transmitia essas imagens como se isso fosse um espetáculo circense. Essas situações marcham o vermelho do nem sempre justo, mas sempre coerente governo socialista Russo. Não sei se todos que leram o poema refletiram sobre essas situações e atitudes, mas com certeza essas cores e tons não merece estar no meu poema.





                                                                                                                 
                                                                                                                                                                                                                                                                       Valdemir Costa PP